Apesar da morte de macacos, órgão descarta qualquer situação alarmante. Medidas estão sendo tomadas em caráter preventivo em áreas de risco.

Do G1 Santarém, 02/03/2017

Em reunião realizada na 9ª regional, Sespa descartou qualquer situação alarmante por conta da febre amarela (Foto: Weldon Luciano/G1)

Em reunião realizada na 9ª regional, Sespa descartou qualquer situação alarmante por conta da febre amarela (Foto: Weldon Luciano/G1)

Em reunião realizada na 9ª regional com membros dos órgãos de saúde de Santarém, oeste do Pará, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) descartou qualquer situação alarmante por conta da febre amarela. Apesar da confirmação de três macacos mortos pela doença e outros três que aguardam resultado, não há casos de pessoas internadas com os sintomas ou que tenham morrido em decorrência.

A Sespa garante que todas as medidas que estão sendo tomadas têm caráter preventivo e visam proteger a população. O objetivo é manter a cobertura vacinal para evitar que a doença chegue ao homem.

Segundo o diretor do Departamento de Controle de Endemias, Bernardo Cardoso, embora a doença tenha sido confirmada em macacos não há a necessidade de criar uma situação de emergência. “Todo ano temos casos de macacos que morrem porque a febre amarela silvestre é endêmica na Amazônia, assim como em todos os estados. Não temos e nem vamos ter febre amarela urbana e que fique bem claro para que a população não possa se alarmar”.

Para Bernardo, o trabalho a ser feito é preventivo e a cobertura vacinal do estado garante a imunização de todos.  Segundo a Sespa, nos últimos 10 anos, foram 8 casos confirmados e duas pessoas mortas em todo estado. O último caso foi registrado em 2014, em um paciente vindo de Monte Alegre, que fez o tratamento no Hospital Municipal de Santarém e teve alta. “Tivemos o cuidado de estar antenados e poucos estados possuem cobertura como a nossa. Há 25 dias atrás descobrimos um caso e no outro dia uma equipe nossa já estava lá para investigar a situação. Estamos monitorando a febre amarela no macaco e evitando que ela chegue ao homem”, ressalta.

Todas as famílias que moram nas áreas em que os macacos foram encontrados já estão sendo imunizadas através da vacina. A recomendação é de que Santarém e outros 12 municípios para que a vacinação seja feita apenas aos grupos prioritários, que mora na zona rural.

Morte de macacos

A preocupação com a morte dos animais começou depois que mais de 340 macacos morreram no sudeste do Brasil com febre amarela. Os macacos são hospedeiros do vírus da doença. No oeste do Pará seis macacos foram encontrados mortos, mas até o momento, três deles obtiveram a confirmação em Alenquer e Oriximiná.