Na última quarta-feira, 1º, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas informou que mais de 8 casos de rabdomiólise foram confirmados no Estado. Agora, o total de casos chegou a 52. Essa é a terceira vez que o Amazonas enfrenta um surto da doença e, desta vez, uma morte já foi confirmada.

 

Com isso, a Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica de Oriximiná, município localizado na região oeste do Pará, emitiu um alerta sobre os casos de síndrome de Haff ou Rabdomiólise, doença da urina preta com ocorrência no Estado do Amazonas, que faz divisa com o município.  “Em casos suspeitos, estabelecer vigilância, evitar uso de antibióticos e em casos de manifestações clínicas compatíveis procurar atendimento médico para avaliação.” ressaltou.

 

A síndrome está associada à Doença de Haff, conhecida como "doença da urina preta". Isso porque os pacientes relatam terem comida peixes, logo antes de começarem os sintomas.

Fonte: Roma Nes https://www.romanews.com.br/03 SET 2021

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Doença “da urina preta” (Doença de Haff)

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão).

Quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor. Ao ingerir o produto, mesmo cozido, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras no sangue, ocasionando danos no sistema muscular e em órgãos como os rins. Esse quadro constitui a doença de Haff, que é uma síndrome que consiste em rabdomiólise (condição clínica definida por lesão muscular com liberação de conteúdo intracelular), e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema rigidez muscular, mialgia difusa, dor torácica, dispneia, dormência, perda de força em todo o corpo e urina “cor de café”, associada à elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK).

Sintomas:

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.

Tratamento:

A hidratação é fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina. Nos casos graves, pode ser necessário fazer hemodiálise.

Prevenção:

Não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais com garantia de segurança.

Recomendação:

Ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Fontes: Agência Brasil

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