Bruno Givoni

A Secretaria Municipal de Cultura há anos monta o Museu do Círio de Santo Antônio. A idéia é levar a história do Maior Círio Fluvial Noturno do Mundo para os visitantes da festa em Oriximiná. A organização fica por conta dos funcionários da Biblioteca Municipal Enéas Cavalcante, responsáveis pelo acervo histórico do lugar.

No museu os visitantes encontraram toda a história do Círio, desde o seu início aos dias atuais. Peças como as vestes usadas pelo Menino Jesus, carregado pelo Santo puderam ser vistas de pertos. Folhetos históricos, imagens antigas, um acervo audiovisual que encantava a todos. Um palco com maquetes de embarcações simulavam a procissão fluvial. Réplicas das primeiras embarcações também fizeram parte do Museu.

Em verdade, as festividades de Santo Antônio começaram a ser preparadas com pequenas procissões terrestres que aconteciam do 1º até o dia 15º dia de agosto, anualmente. Diariamente a imagem do Santo saia da casa de uma família da comunidade até a Igreja Matriz, onde se realizava trezenas e ladainhas. Somente em 1946, o Círio deixou de ser terrestre e passou a ser fluvial, através de um acordo entre a Diretoria da Festa e a Cúria Prelatícia de Santarém que também alterou a data da festividade, passando esta a acontecer do 1º ao 3º domingo do mesmo mês. No dia 04 de agosto de 1946 acontecia o primeiro Círio Fluvial Noturno, com a imagem do Santo conduzida em uma canoa de 30 palmos e guiada por oito bons remadores. Essa é umas das histórias mostradas pelo museu. Além dela, os visitantes podiam descobrir infinitas mais.

Para a diretora da Biblioteca e responsável pela organização do museu, Silvia Printes, a maior gratificação foi a presença cada vez maior de jovens no stand. “O resgate da história do círio, mostrada aqui, é justamente para que nossos jovens, principalmente os estudantes, conheçam mais a fundo a sua própria história”, disse ela.