Opinião

Para que serve a campanha eleitoral?

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Não, eu não vou comentar o que todo mundo já sabe: que a presidente Dilma está fazendo tudo o que na campanha disse que não faria. Mas vou partir daí, desse fato, para, conjugando-o com outro – a natureza das despesas de 4,92 bilhões de reais gastos nas campanhas eleitorais das eleições de 2014 – abordar a pergunta que está no título desta crônica.


 

 

De reforma e de chacina

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No final do segundo turno das eleições a Folha de São Paulo publicou um mapa relacionando votos e renda média municipal. De si mesmo, esta relação não significa nada. Mas trouxe para discussão o grau de dependência das populações para com as transferências diretas da União (previdência social, bolsas e auxílios) e revelou, pela primeira vez de forma fácil, a brutal pobreza das populações da Região Norte. Só para se ter uma ideia, a renda média municipal em Belém é pouco superior à menor renda média municipal no Rio Grande do Sul e menos da metade da renda média municipal de Porto Alegre.

 

A cara do Brasil

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Na salada de comentários sobre a campanha eleitoral que termina, retiro dois ingredientes comuns aos partidários do amarelo ou do vermelho: a catástrofe que acontecerá se o outro lado vencer; e a consideração de que esta foi a campanha mais lamentável, nojenta e baixa de que se tem notícia.

A isto somo a minha experiência. Participando da política há mais de 50 anos, do grêmio estudantil à UNE, do jornalismo ao PSDB, passando pela ditadura, pela constituinte, pela oposição e pela situação, já vi boi voar e gafanhoto dar leite. Há sempre quem preveja uma catástrofe na vitória alheia e quem ache que a campanha foi suja demais. Não é a minha opinião.

 

 

A alma brasileira

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Eu quero falar sobre o Brasil bom, para minorar o desgosto deste Brasil da corrupção, do desmando e das palavras vazias de uma campanha eleitoral cheia de baixarias e misérias. Porque é este Brasil bom que nos aponta o caminho, que nos informa que não vivemos apenas de vergonhas.

Sim, eu tenho vergonha desse lamaçal que estendem diante de nós, tentando nos arrastar para dentro dele, nos convencer que é assim mesmo a nossa vida.

 

 

Exaltação à Pátria Brasileira

Click on the slide!Hiram Reis e Silva (*), Porto Alegre, RS, 07 de setembro de 2014.
“Encargado Pompeyo de la organización y dirección del avituallamiento de Roma, envió legados y amigos a muchos lugares. Él mismo se embarcó hacia Sicilia, Cerdeña y Libia, procediendo a la recogida de cereales. Iba a dar la vela para la vuelta a tiempo que soplaba un recio viento contra el mar; y aunque se oponían los pilotos, se embarcó el primero, y dio la orden de levantar el ancora diciendo: “navegar es necesario, no es necesario vivir”; y habiéndose conducido con esta decisión y celo, llenó, favorecido de su buena suerte, de trigo los mercados, y el mar de embarcaciones, de manera que aún a los forasteros proveyó aquella copia y abundancia, habiendo venir a ser como un caudal que naciendo de una fuente alcanzaba a todos”.”
“Navigare necesse; vivere non est necesse.”
Pompeu, o Grande (106/48 aC.) ‒ Plutarchus ‒ “Vitae illustrium virorum ‒ Pompey”.

Reproduzo, sem qualquer tipo de comentário, a alocução proferida pelo meu eterno Mestre e dileto amigo Manoel Soriano Neto, no Instituto Histórico e Geográfico do DF (Ihg/Df), em Brasília-DF, e na Academia de Letras e Artes do Planalto (Alap), em Luziânia-GO. Como diria o imortal Luís Vaz de Camões:
“Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta”

 
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