Opinião

As distorções das mídias

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Ana Monteiro Diniz
Entre o eleitor e o candidato existe uma tela onipresente. E, se o meio é também uma mensagem, é preciso saber qual a mensagem dessa tela.
Ela é plural: grande, no cinema; média, na televisão; pequena, nos computadores e assemelhados; micro, nos comunicadores portáteis.
Ela não conduz à realidade, mas ao reality-show: isso que ela mostra, não nos atinge. Geralmente, nos distrai por um momento – e vamos para o próximo. É um meio superficial, gôndola de supermercado, sai um produto, entra outro. Aqui e ali se recolhe uma informação útil. E, como o nosso cérebro não é infinito, memorizamos essa informação e apagamos o resto.
 

Centenário da Expedição Científica Roosevelt-Rondon

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Flashes da Expedição Científica
Hiram Reis e Silva (*), Bagé, RS, 01 de setembro de 2014
A América pode apresentar ao mundo duas realizações ciclópicas: ao Norte o Canal do Panamá, ao Sul o trabalho de Rondon ‒ científico, prático, humanitário. Rondon não é apenas oficial e “gentleman” como os que mais o são nos mais bem organizados exércitos do mundo. É também excepcional, audaz e competente explorador, ótimo naturalista, cientista, estudioso, filósofo. Com ele a conversa vai da caçada de onças e dos perigos da exploração do Sertão à antropologia indígena; dos perigos da civilização industrial, puramente materialista, à moralidade positivista. O Positivismo do Coronel Rondon é realmente a Religião da Humanidade, doutrina que o impele a ser justo, bondoso e útil, a viver corajosamente sua vida e, com igual bravura, afrontar a morte. Nunca vi, nem conheço obra igual. Os homens que a estão realizando são, pela sua abnegação e patriotismo, os maiores que existem. Um povo que tem filhos desta ordem há de vencer. O século XX pertence-lhes. (ROOSEVELT)

 

Faroeste, de novo

Este mapa mostra a BR-163, a Santarém-Cuiabá. Os quadros maiores, circundados de branco, são ampliações dos quadrados vermelhos. O mapa, processado e divulgado pelo Greenpeace, é do monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais – o INPE e é deste agosto.

 

A figura do pai

Poucas oportunidades existem iguais à que o Dia dos Pais nos oferece para conhecer um pouco mais o estereótipo masculino em nossa sociedade. E é muito simples descobrir: basta percorrer as ofertas publicitárias para o presente do papai. Elas são um termômetro, principalmente aquelas repetitivas. O mesmo produto oferecido por várias empresas e várias peças de publicidade traduz a tentativa de vender mais dentro de uma demanda consolidada: trata-se, pois, de um produto que as pessoas procuram, querem comprar. E se querem comprar como presente é porque acham que será adequado, que o papai da vez quer ou vai gostar. O que acaba caracterizando um dado de estereótipo, isto é, de como a sociedade vê o homem neste início do século.

 

O templo e o cabaré

Cena 1

(Interior de um templo. Multidão e um pastor)

Pastor: Não podemos admitir que esse antro de perdição fique maior!

Multidão: Não podemos!

 
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