Opinião

Dona Dilma continua...

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Dona Dilma veio ao Pará com cara de quem cumpre um compromisso um tanto quanto enfadonho, mas inadiável. Subiu no palanque e desfiou promessas, como se em campanha ainda estivesse. E, como na campanha, prometeu o que sabe de sobra que não vai cumprir.

 

Um olhar à direita

ana_diniz_web espoca.jpg - 36.82 KbSurpreendeu-me ver, entre os muitos e variados vídeos e fotografias das manifestações do dia 15 de março, um estandarte azul. Estandartes são símbolos antigos; quem o usa, é tradicionalista e ultraconservador. Ou seja, é de extrema direita.

Na mesma manifestação, em outro local, foi preso um grupo autodenominado de “carecas do subúrbio”. Neonazistas... negros?! Este episódio me surpreendeu mais ainda. Menos pelo paradoxo (Perdoa-os, pai, eles não sabem o que fazem!), afinal, o nazismo é eugênico, e porque não pode ser negro?, que pelo subúrbio, pela presença em redutos reivindicados pela esquerda.

 

O Brasil mudou, companheiros!

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Metade da população brasileira faz parte da classe média (renda individual mensal de 320 a 1.120 reais). Esta informação é do Data Popular e foi divulgada pela revista “Exame” em meados do ano passado. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE apresenta resultado semelhante: metade das famílias brasileiras tem renda entre 2 e 10 salários mínimos por mês

 

 

A flor da Guiné

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Desde o dia em que saiu o resultado do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro que ando matutando sobre a Guiné Equatorial. Que bela flor viu lá o colibri carioca?

Tão bela e tão perfumada que eclipsou qualquer preocupação, todos os desgastes e todas as dificuldades para representar na avenida um país com 400.000 habitantes (dado oficial da Embaixada da Guiné no Brasil, mas há quem diga que são mais, e outros, que são menos), duramente marcado pela colonização, estigmatizado pelas violações constantes de direitos humanos, com 77% da população abaixo da linha da pobreza e descoberto por um navegador português chamado Fernando Pó.

 

Brasil profundo

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O Congresso é a cara do Brasil. É ele que espelha, física e moralmente, o Brasil profundo, do litoral, do sertão e das cidades. Especialistas políticos caracterizaram o Congresso que iniciou suas sessões ontem como de centro-direita, com o avanço de das bancadas religiosas e da chamada bancada da bala.

E esse Brasil mostrou a sua cara, ontem, ao eleger Eduardo Cunha. Infelizmente, não é a cara que eu gostaria de ver.

 

 
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