Diário do Pará, sexta-feira, 07/01/2011, 02h59
O período de chuvas está intenso no oeste do Pará e com ele surgem as chamadas doenças sazonais, provocadas pelas mudanças climáticas. Em Oriximiná, uma média de 135 pessoas acometidas por viroses procuram diariamente a emergência do Hospital Municipal neste período, o que está deixando as autoridades de saúde preocupadas.
A enfermeira Annete Chalita, diretora interina do Hospital Municipal, diz que todos os dias o setor de emergência do HM está lotado de pacientes à procura de atendimento, com sintomas de viroses, como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, vômito e, na sua maioria, diarreia. Ela garante que imediatamente esses pacientes recebem atendimento e, se houver necessidade, é feita a internação.
A diretora ressalta que essas viroses deixaram de atingir somente crianças e idosos. “Hoje ela (virose) não escolhe faixa etária, porém os idosos e as crianças, por estarem em idades extremas, são mais suscetíveis, mas não significa que jovens e adultos não possam vir a contrair a doença”.
DENGUE
Em relação à dengue, Annete Chalita diz que o hospital está em alerta por se tratar de um período propício à proliferação do mosquito transmissor, devido às fortes chuvas que caem sobre a cidade nesta época. Outro fator que contribui para essa preocupação é o descaso das famílias, já que algumas não limpam seus quintais, deixam água empossada e contribuindo para que as larvas eclodam. “As famílias precisam se conscientizar e limpar seus quintais, pois ainda vemos muitos quintais sujos na cidade”.
A diretora enfatiza que o tempo úmido favorece também o surgimento da gripe comum, portanto, o risco de surgir a gripe suína é iminente. Ela diz que na última semana foi internada uma criança com suspeita de H1N1, mas ressalta que ela já está recuperada. “De imediato fizemos uma intensificação dentro da família e constatamos que a criança estava imune porque havia tomado a primeira dose da vacina”.
VACINAÇÃO
Annete também pede para que as pessoas levem seus filhos para serem vacinados nas unidades básicas de saúde. Em relação à criança, a enfermeira diz que o material coletado foi enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém, para ser examinado, e que ainda não houve confirmação se o caso é mesmo de H1N1. A direção do hospital não informou o nome da paciente e nem o endereço dos familiares.
A diretora adianta que a Secretaria de Saúde está se mobilizando para traçar, juntamente com a Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica, uma maneira de combater mais de perto essas doenças. De acordo com ela, o hospital está preparado para atender a demanda.